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quarta-feira, 19 de abril de 2017

TRABALHANDO IDENTIDADE ATRAVÉS DE UMA INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA

Na interdisciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais li um artigo de Hilary Cooper sobre como  ajudar  crianças pequenas a se relacionarem com o passado por meios que reflitam uma real investigação histórica.
Gostei muito da leitura do texto pois nos sugere atividades de como trabalhar e desenvolver no aluno a questão da  história incluindo a sua própria , relacionando o presente com o passado de cada um.
A partir da leitura destaco a ação "Sequenciando fontes" e como gosto muito de fotografias pensei em uma atividade que pudéssemos explorar a História de cada um através de imagens antigas de seus pais e avós. Pensei na organização de uma exposição através de uma linha de tempo.
 Em um primeiro as crianças pediriam em casa fotos de seus avós, de seus pais e deles próprios menores e atuais em situações e lugares diversos.
Em um segundo momento já em sala de   aula e com as fotos faríamos uma breve observação e elaboraríamos entre todos um questionário com observações e curiosidades deles em relação as fotos, a ser levado pra casa e feito para os avós , pais ou  as pessoas que aparecem nas fotos com perguntas como: Qual a idade das pessoas que aparecem ali, quantos anos elas tinham na foto, aonde estavam, como eram as roupas que se usavam naquela época, onde eles estudavam e como era as escolas deles, eles usavam uniformes?...etc
E um terceiro momento faríamos uma explanação de todas as respostas dividindo em uma linha do tempo estipulando períodos que pode ser décadas (1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000, 2010), identificando características e diferenças de cada época.
Montaríamos a exposição  nessa linha do tempo colando as fotos correspondentes em cada época e escrevendo curiosidades sobre cada época.
Tive essa ideia mas não tive a oportunidade de aplicar semestre passado, agora estou pensando em uma adaptação para minha turma de EJA deste ano.

sábado, 15 de abril de 2017

FOTOS COMO COMPROVANTE DE MEMÓRIA DOCENTE

 Em Representação do Mundo pelos Estudos Sociais nos foi proposto um texto para estudo onde  Adair Felizardo e Etienne Samain dizem que :


É incontestável afirmar que a fotografia pode ser considerada um dos grandes relicários, documento/monumento, objeto portador de memória via e própria. Tomamos como exemplo os álbuns de família, fotos de viagens, retrato de uma antiga namorada. Com ela reassumimos nossa condição de existência; com elas descobrimos que podemos preservar a lembrança dos grandes momentos e das pessoas que nos são importantes: são referências da nossa história, elas existem para nunca deixarmos de lembrar destes momentos. (FELIZARDO, SAMAIAN, 2007, p. 207)


 Através da fotografia mantemos nossa memória latente, gravando muitos momentos vividos. Quando olhamos uma foto conseguimos automaticamente voltarmos no tempo e muitas vezes até mesmo sentirmos algumas sensações sentidas naquele momento. Nossa memória nos transporta em emoções vividas. Como memória Docente guardo muitas fotos de meus alunos das turmas de JB que trabalho há 7 anos. Ao longo desses anos guardei fotos de trabalhos, projetos, festas, passeios e lugares que conhecemos. Momentos que me trazem muita felicidade e com certeza muito aprendizado.









Referência: FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3, n.3, p.205-220, 2007. 
Fotos: Luciana Arcos

TEMPO NA ESCOLA


 Um dos temas abordados neste eixo IV foi o tempo na escola. Um assunto super interessante que gostei muito de ler o artigo de Oliveira(2016) ,sobre as questões de tempo na escola , pois há muitas maneiras de ver e pensar e como é usada e aproveitada tal organização desse tempo.

O tempo é demarcado na escola em todo sentido, Grau, Séries/Ciclos, dias letivos, semestres, trimestres, bimestres, períodos. E o tempo pedagógico tem suas fragmentações das atividades da instituição durante cada ano letivo como datas comemorativas, planejamentos, avaliações, provas, reuniões, férias etc.


Creio que para o professor, o tempo de sala de aula NÃO deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária pois a instituição é toda dependente dessa organização do tempo de preenchimento da carga horária e o cumprimento das atividades que se destinam à mesma, há uma cobrança desse cumprimento pelas secretarias de educação, pelas direções das escolas, pela supervisão. Não há liberdade, não há descumprimento das regras impostas. O que ainda temos são professores , e me incluo, que seguem à risca o tempo determinado, não importando o que está sendo feito no momento, muitas vezes sem concluir o que se iniciou .O sinal tocou, o bimestre ou trimestre acabou, o ano fechou  e o tempo acabou.







Referência:    

OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016. 


sábado, 25 de fevereiro de 2017

O PORQUÊ NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Lendo uma reportagem na internet (http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/por-que-seus-filhos-perguntam-tanto-por-que) me deparei com um assunto super interessante e que faz parte do meu dia a dia com meus alunos da Educação Infantil que é o porquê das coisas que eles sempre nos indagam.
Em primeiro lugar , na reportagem falava na diferença do pensamento adulto e infantil e que isso era importante levarmos em conta. O pensamento adulto é racional, regido por categorias lógicas, estabelecendo relação de causa e efeito; já o pensamento infantil é intuitivo, expressado melhor por meio de gestos e movimentos embora eles também falem e escutem. No entanto seus questionamentos muitas vezes não correspondem exatamente ao pensamento infantil, então como traduzir esse pensamento infantil  quando eles utilizam as palavras?
Quando elas perguntam o porquê das coisas elas não querem saber sua causa. Como o pensamento delas ainda não é guiado racionalmente, elas não buscam estabelecer uma relação de causa e efeito. O porquê delas é uma forma abreviada de reagir a uma situação e a sanar sua curiosidade pela finalidade da ação e não na causa.

                                   




 Essa leitura me fez refletir sobre vários aspectos práticos da minha rotina com meus alunos. Eles muitas vezes fazem perguntas de porquês  que na verdade eles querem apenas uma confirmação daquilo que eles estão perguntando de uma maneira ilustrada e não propriamente uma explicação mais detalhada e cientifica no assunto e que muitas vezes eu dou e vejo que não surte o efeito esperado por eles dispersando a curiosidade deles para outra coisa.