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domingo, 31 de julho de 2016

FIM DE SEMESTRE

E mais um semestre chega ao final. Muita correria para acabar as atividades, preparar a Síntese Reflexiva e principalmente chegar nas quinze postagens do Blog.
Foi um semestre complicado pra mim pois tive alguns imprevistos pessoais e fiquei afastada da escola mais da metade do semestre escolar, mas na faculdade pude acompanhar as aulas presenciais  e não perdi as melhores interdisciplinas que compõe o curso.
Brincamos , cantamos, lemos muitas histórias, poemas e poesias, conheci Libras e até estou aprendendo a fazer um Projeto de Aprendizagem. 
Volto esta semana para minhas turmas cheia de idéias novas, muitos jogos e brincadeiras para estimular e desenvolver várias áreas do aprendizado, músicas e confecção de instrumentos para trabalhar ritmo, melodia e principalmente a musicalidade, novos livros para trabalhar  as diferenças entre tantas novidades.
Próximo semestre será melhor, sempre brincando, sempre cantando, sempre crescendo, sempre aprendendo,sempre repassando tudo isso para minhas crianças e principalmente sempre pra frente.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

GÊNERO E CONTOS DE FADAS

Achei muito interessante o tema sobre a questão de gênero nos contos de fada que trabalhamos na disciplina de Literatura Infantil
A figura feminina é sempre aquela moça linda, branquinha que usa um vestido lindo, que tem cabelos maravilhosos, sensível, sofrida, geralmente são frágeis e precisam da figura masculina para salva-las e faze-las felizes. Já a figura masculina  são fortes, corajosos e valentes.
Como trabalhar isso hoje em dia com nossas crianças em um mundo onde as mulheres já não são e nem sonham mais com o modelo de princesas e nem todos os meninos são príncipes encantados.
 Embora ainda existam ainda mulheres semelhantes ao de contos de fadas, meninas criadas voltadas a valorização da beleza, criadas e educadas para fazerem um bom casamento e as princesas ainda exerçam um encanto nas meninas, a grande maioria das mulheres hoje em dia são muito diferentes, trabalham, não dependem de homens, não vivem em função da beleza e dão um outro exemplo para seus filhos. E o mesmo acontece com os meninos
Precisamos escolher bons livros que mostrem toda a fantasia mas também toda a nossa realidade o que não impede que muitos sonhem um dia encontrar um "par" (príncipe ou princesa)  pois uma semelhança que vejo nos personagens de contos de fadas e jovens de hoje é a sensibilidade e o sonho de viverem felizes para sempre.


TRABALHANDO IGUALDADE



Trabalhar com as diferenças e sobre elas é uma tarefa delicada e a literatura é um meio maravilhoso e perfeito pra isso pois há sempre uma identificação do leitor com o personagem como há na criança que escuta a história com a sua realidade. Vejo que a literatura infantil vem se tornando cada vez mais rica no assunto mas realmente devemos estar atentos a cada abordagem e a cada realidade de nossos alunos por isso a escolha dos livros é importante. 
Na Ed Infantil, que é a minha área, vejo que é fundamental o trabalho através da literatura pois é nessa fase do desenvolvimento de nossas crianças que conseguimos incutir neles os melhores valores possíveis a respeito de igualde. 
Este ano estou  vivenciando uma situação com o meu filho e o pai dele que teve uma filha há dois meses e a menina tem Síndrome de Down. O pai está simplesmente em estado de choque achando que o mundo acabou pra ele mas meu filho de 9 anos está simplesmente apaixonado e encantado com a irmãzinha e a conversa deles sobre o assunto foi extremamente comovente e me mostrou uma grande diferença entre gerações em relação ao preconceito . Essa situação e várias que eu venho observando, me fazem pensar que cada vez mais as novas gerações estão se formando livres desses preconceitos e a literatura infantil que trata de inclusão tem sido uma arma poderosa pra isso pois através dessas histórias lindas que nossas crianças ouvem na escola, elas estão formando seus valores muito diferentes que seus pais ou avós.
Quem é diferente? Penso que isso é um tópico que devemos realmente pensar e trabalhar em nossas crianças pois quando o pai do meu filho veio dizer a ele que a irmã tinha "problemas" e nunca seria igual a ele a resposta imediata do meu filho de 9 anos foi : " pai, problemas tens tu de pensares que ela será diferente de mim". Tenho certeza que a literatura fez meu filho pensar assim.